No início do século XIX, famílias de Atibaia, Bragança e Nazaré fixam-se num bairro chamado Camandocaia, na região do Sertão de Bragança, possivelmente atraídos pela fertilidade das terras da região.
Foto de 1910 da Igreja Matriz, cuja construção foi iniciada em 1855Por volta de 1824, os moradores do retiro, com autorização do vigário capitular, constroem uma capela dedicada a Nossa Senhora do Amparo, que acabaria por dar nome à cidade.
Em 8 de abril de 1829, o bairro da capela de Nossa Senhora do Amparo ganha a condição de capela curada, data que é oficialmente considerada a fundação de Amparo. Com o crescimento dos anos seguintes, o aglomerado é elevado a condição de freguesia (1839).
1850 marca o início das lavouras de café, ciclo que impulsionaria a elevação da vila Nossa Senhora do Amparo à categoria de cidade em 1863.
Arthur Piqueroby de Aguiar Whitaker, autor da alcunha 'Flor da Montanha' (1929)Nas décadas seguintes, a cidade prosperou com o café, ganhou serviço de correios, inaugurou um jornal ("Tribuna Amparense"), iluminação com lampiões a querosene e a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, para escoar sua crescente produção de cafeeira rumo ao porto de Santos.
Em 1878, Amparo recebe a visita de Dom Pedro II, que é hospedado pelo Barão de Campinas, já como a maior produtora de café do Brasil Império.
Tal projeção manteve-se até a segunda década do século XX, quando então a grave crise do café (1929) trouxe crise e estagnação econômica à cidade. E foi neste mesmo ano que o Secretário de Justiça do Estado de São Paulo, Arthur Piqueroby de Aguiar Whitaker, em discurso designou a cidade como a “Flor da Montanha”.
Em 1932, Amparo foi um dos importantes palcos da Revolução Constitucionalista.
Foi a partir de 1940 que a estagnação econômica provocada pela crise do café começou a reverter-se pelo surgimento, ainda tímido, da atividade industrial.